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Ansiedade em essência

A ansiedade em essência, significa a preservação da vida. Ela faz parte da natureza enquanto defende e preserva a vida. No entanto, passa a ser negativa e prejudicial quando funciona como um mecanismo neurótico, que visa defender a pessoa do seu medo de ser abandonada e morrer, medo irracional e que surge a partir de percepções malformadas no inconsciente de um indivíduo.

Possatto (2006)


Evidenciando-se o aspecto técnico, devemos entender ansiedade como um fenômeno que ora nos favorece, ora nos prejudica, dependendo das conjunturas ou magnitude, e que torna-se patológica, isto é, maléfica ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).

A ansiedade instiga o indivíduo a entrar em ação, porém, em demasia, faz exatamente o contrário, impedindo reações e o impossibilitando de funcionar adequadamente no dia a dia.


Episódios, positivos e negativos, importantes da vida (ambiente) podem contribuir para o surgimento da Ansiedade, principalmente quando os indivíduos enfrentam experiências difíceis e aversivas no cotidiano. Estas ocorrências desencadeiam adulterações físicas, comportamentais e cognitivas (pensamentos), que o indivíduo sente quando está ansioso. Estas alterações são chamadas de respostas de ansiedade, que o impulsiona a lutar (enfrentar), fugir ou congelar (paralisar), diante dos estímulos ou situações de ansiedade.


A Ansiedade é seguida da percepção de que se está em perigo, ou de que se está sendo ameaçado, ou de que está vulnerável ao ambiente e pessoas.

Uma intimidação ou risco pode ser físico, mental ou social. A percepção da ameaça modifica-se de pessoa para pessoa. Crescer em um ambiente caótico e instável pode levar uma pessoa a concluir que o mundo e as outras pessoas são constantemente perigosas e torná-las mais ansiosas.


O ambiente que a pessoa esteve inserida (infância e adolescência) e/ou está inserida (eventos atuais) predispõe a manifestação da Ansiedade, na relação do indivíduo com o mundo, de forma que a presença desta emoção é esperada e natural a todos.


A Ansiedade é estimada uma doença ou problema emocional, quando ela aparece intensamente nas relações do indivíduo, causando-lhe um expressivo sofrimento físico e emocional e prejuízo em seu funcionamento ocupacional (atividades cotidianas, família, trabalho, relacionamentos íntimos e sociais, entre outros).


Os Sintomas da Ansiedade são classificados em Físico e Cognitivo. No entanto, aparecem ao indivíduo em conjunto.

Sintomas Físicos:

  • rubores (calores) ou calafrios;

  • tensão muscular, dores musculares;

  • tonteira, vertigem;

  • transpiração não devido ao calor; mãos suadas;

  • tremores, espasmos musculares;

  • urinação frequente;

  • batimento cardíaco acelerado;

  • boca seca;

  • cansaço fácil;

  • dificuldade para engolir ou “bola na garganta”;

  • esquiva de lugares que estimulam a ansiedade;

  • facilmente assustado;inquietação;

  • náusea, diarréia ou problemas estomacais;

  • respiração superficial;

Sintomas Cognitivos:

  • pensamentos frequentes de perigo;

  • pensamentos frequentes de que algo terrível irá acontecer;

  • preocupação frequente;

  • sentindo-se tenso ou excitado;

  • dificuldade de concentração;

  • dificuldade de pegar no sono ou dormir;

  • incapacidade de lidar com dificuldades;

  • irritabilidade;

  • nervosismo;

Quando a Ansiedade é alta ou intensa, incontrolável e o indivíduo percebe que sua vida está sendo prejudicada pelos sintomas da mesma, é possível dizer que ele está com um problema emocional ou psicológico e que precisa de tratamento medicamentoso e/ou psicoterapêutico. Então, é importante que ele procure por um profissional da área da saúde mental, a fim de realizar um diagnóstico apropriado de sua ansiedade.


Uma das formas de minimizar o efeito da ansiedade é através de exercícios respiratórios, por exemplo:

Na posição de deitado, com as costas bem assentes no chão (ou colchão) e em ambiente calmo e de preferência sem ruídos de fundo, execute os seguintes passos:

  • Feche os olhos e foque-se na sua respiração, (uma das formas de focar a atenção é escutar o som da respiração) faça isso durante 1 minuto.

  • É possível que existam algumas interferências de imagens e pensamentos, volte rapidamente a estar atento e a escutar a sua respiração.

  • À medida que vai respirando, e que vai escutando a respiração, verifique se fica mais tranquilo e relaxado. Observe que à medida que consegue focar a sua atenção na respiração durante mais tempo que o corpo fica mais relaxado e a mente mais tranquila.

  • Agora, foque a sua atenção no modo como respira. Se conhecer o modo como respira habitualmente, poderá usar a respiração para se relaxar em momentos que se sinta ansioso.

  • Concentre-se nas partes do seu corpo (tórax) que usa para respirar. Sinta como os diferentes músculos se movem durante a inspiração e a expiração, sinta isso.

  • Esteja atento a todas as sensações que sente quando respira. Memorize essas sensações, para poder reproduzi-las em situação em que se sente ansioso.

  • Agora, coloque uma mão em cima do peito e outra sobre o seu estômago.

  • Note os movimentos de expansão e de contração do peito, à medida que inspira e expira.

  • Note os movimentos de expansão e de contração do estômago, à medida que inspira e expira. Foque-se nessas sensações durante 1 minuto.

  • Em seguida sempre que verificar que está a respirar pelo tórax, mude para os músculos do estômago.

  • Em seguida foque-se na expiração, liberte o ar por entre os lábios, para controlar a sua saída…verifique se são os músculos do abdómen e do diafragma que se contraem.

  • Repita o processo demorando o dobro do tempo para expirar do que a inspirar o ar.

Pratique sempre que sentir necessidade.

Profa. Lícia Madureira Psicologia

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